Representantes do Fórum de Entidades e Gestores Públicos do Programa Minha Casa, Minha Vida se reuniram nessa quarta-feira, dia 21, no Centro Administrativo, com o Secretário Estadual de Obras e Habitação, José Stédile. O encontro foi para debater os atrasos dos repasses da Caixa Econômica Federal a 21 empreendimentos do programa habitacional no Estado. Stédile se comprometeu em levar o pleito do Fórum ao governador do Estado, Eduardo Leite, para que ele se integre ao esforço das autoridades e entidades gaúchas em resolver o problema de imediato.
A reunião teve também a presença do Promotor Heriberto Ross Maciel da Promotoria de Justiça e Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, que representou também o Ministério Público Federal. Maciel informou que as duas instituições estão empenhadas na resolução do atraso dos repasses. Igualmente se juntaram ao grupo representantes da Famurs e do Sinduscon/RS.
Ficou acertada ações e estratégia para encaminhamento de solução do problema junto às autoridades federais da área. Todos os presentes à reunião falaram da difícil situação dos empreendimentos a que estão ligados.
O secretário José Stédile, destacou a importância da construção civil na economia do País e dos programas habitacionais em curso no Rio Grande do Sul e fez sugestões de como o problema pode ser encaminhado em busca de uma solução não só para os atrasos dos repasses, mas também para a continuidade do programa.
Segundo levantamento do Fórum das Entidades e Gestores Públicos e 21 empreendimentos são afetados e R$ 371.533.267,60 estão deixando de fomentar a economia gaúcha. Nessa quarta-feira completaram-se 59 dias de atraso nos repasses.
Estão paralisadas as obras de 4.754 unidades habitacionais no Estado, que beneficiam 17.848 pessoas e mais de 1.500 trabalhadores da construção civil perderam seus postos de trabalhos nesse período, engordando a estatística nacional de milhões de desempregados.
Os valores em atraso, diretamente ligados às obras, são calculados em R$ 11.348.885,81, distribuídos nas principais regiões do Estado. As mais afetadas são a de Porto Alegre, Grande Porto Alegre, Vale dos Sinos, Região Sul e Fronteira.

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